segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Mãos ao alto


Vou terminar o dia aqui. Assim.
Dentro dessas paredes; ainda há brisa.
Ecoa guitarras e cabelos em movimento.
Mãos ao alto! Assalto. Quero tudo que tenha  vida!



Dezenas de milhares em coro.
Ensaiando danças e choros.
A vida em uma música de 5 minutos.
Tem gente que sabe reconhecer...


sábado, 18 de fevereiro de 2012

O desconhecido triste


E quem diria que o desconhecido precisaria de mim, que seria eu, seu anjo aconselhador.
Nosso olhar cruzado, por poucos segundos, nos fez eternamente desconhecidos e unicamente interligados.
Agora eu te dou uma parte de mim.
E apesar de respirar um ar locado longe do teu, faço das minhas palavras suas forças.


Desejo que você fique bem, mesmo eu não sabendo seu nome.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Gingando o vadio


Uma cuíca pede a graça de um sorriso descrente; um sorriso de canto acompanhado de um olhar apertado...

Entra de mansinho na roda da malemolência. Soa doce, pingando gingado...
Ninguém te obrigou a vir fazer parte da roda, então agora, chame a atenção de quem esta de fora. Os faça dançar!
Não há cansaço que tire seu ar.
Um dançarino de rua; brilha e faz o sol ficar.
Um vadio sobrevivente da graça do palco urbano.
Uma cabeça rotacionada no ritmo.

Um corpo malhado que na hora esquece o pranto.
Quem diria que o menino não passa de uma vítima...
A roda o consome e o leva na brisa.
Ele não percebe que está indo na premissa, cada vez mais dentro da música.

Não sabe que já está longe, e pra casa, não conseguirá voltar...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tic... Tac.

O tempo voa porque se alimenta do que é bom.
É a beleza das coisas...
É o piscar de uma miragem boa.
É a ganancia que a natureza tem, de preservar o melhor para si mesma.

Tempo de amar... É todo tempo.
Tempo de aprender... Com quem nem sabe que ensina.

É tempo de limpar a casa e jogar algumas coisas fora.
É tempo de vestir uma roupa limpa e sair correndo pela rua; só para ver o tempo passar...

Cantando o amor


O que você disse? 
Estou do outro lado da rua...
Será que isso foi um sorriso? 
A chuva deixou minha visão turva... 

Antes que eu corra e te abrace, faça um sinal receptivo...
Sou capaz de ficar aqui a noite toda, esperando.
As luzes deixaram o asfalto dourado.
Podíamos caminhar até o fim dos dias.
Mãos dadas, só em silêncio, e de vez enquando nossas risadas.



Não sei porque, mas sinto que este momento é decisivo.
Será que você terminará comigo?
Você ainda me ama? Talvez tenha se apaixonado por outra pessoa...
Ou quem sabe, tem um anel no bolso.
Nosso casamento seria na primavera, com certeza...

Rua estreita e desalmada.


Vento doce e gelado...
Espero acabar o dia nos teus braços...
Mas também posso virar as costas e deixar que você decida.


Somos pássaros espalhando sementes...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Disparo da noite

Anoiteceu e eu só quero saber para onde correr.
Nunca fui boa em subir em árvores.
Meu sangue é doce para os selvagens;
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Anoiteceu com a lua alta e bela.
Perdida num lugar belamente mórbido.
A viagem não está no que é sólido;
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Anoiteceu com sombras de pedras e orvalho.
Ofego procurando sustento.
Um sonho pretensioso, além do alimento;
--- ¨¨ --- ¨¨---
Anoiteceu com toda a glória de uma noite clara.
Corre a menina que sonhava em correr.
Corre até mesmo quem não sabe para onde correr.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Morango e Ursinho

É bom saber que dividimos a mesma sina. Uma esperança quase remota.
Suas lembranças doces, aparentemente as únicas coisas boas, se cruzam com o que deseja.
Tanto eu quanto você, esperamos por mais.
Seus dias carregam um nome. Suas músicas uma inspiração.
Eu sou carregada pelo vento e a cada batida me deixo esquecer do que já foi levado.

Um presentinho embrulhado num laço muito fofo.
Uma música tão singela quanto um beijo de criança.
É reconfortante. Acalma.
Não há nada além disso para contar.
Somente que, é muito bom te chamar de amigo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sem segunda via


Eu estava lá, com meu cabelo vermelho e aquela saia rasgada.
Meu óculos suado do vapor. Provocado pela proximidade.
O cheiro da vodca doce. Você se torna o primeiro plano.
Enquanto abaixo a cabeça verificando meu drink, você some.


E surge ali em cima como uma criança brincando de escode-esconde. 
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É muito bom ter estas lembranças.
Mas o que me acorda é um sol quente e iluminado de energia.
Não há tempo que se dê ao luxo de ser desperdiçado. 
Não tenho luxos que não possam ser melhorados.
Quero um luxo confortável e adocicado. 
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Você daria uma segunda chance para seus luxos antigos?
Uma chance de se sentir saciado com o que no passado foi uma cama de espinhos.
Cama tal, que deixou muitas marcas, amorosamente lembradas.
Um dejavu do passado virá a qualquer momento.
Mas sinto que não passará de uma imagem repetida, sem segundas vias para luxos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O desconhecido


Ele tem nome de Maurício, Augusto e Felipe.
Ele tem jeito de músico, atleta e intelectual.
Ele tem som de maresia, brasa queimando e passos românticos.
Ele tem cara de ser calmo, engraçado e aventureiro.

Encontrar o desconhecido, mais de uma vez, ainda o faz desconhecido.


Dividir, autores, amigos e quem sabe até um familiar, ainda o deixa como desconhecido.
É ver uma possibilidade. De só descobrir um nome; daquele que surgiu repentinamente e repetitivamente.
É só aquela velha curiosidade, "que engraçado"...

Ainda assim, quantas vezes mais ainda nos passaremos por desconhecidos?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Agridoce

As experiências já foram mais pesadas.
As consequências já foram mais abusivas.
As vontades, mais compulsivas.
As esperanças bem mais ignorantes.

Os olhos pesados já estão mais frescos.
O corpo já está mais imune.
A fala ficou firme e as palavras mais contidas de humildade.

Uns tentam domar seu peito de fogo.
Alguns ainda se baseiam em fórmulas comprovadas cientificamente...
Nenhuns escolhem a loucura das boas consequências...

Sou um nenhum de linhagem pobre.
Que deseja qualquer coisa que justifique uma vida mais vibrante...

O espírito transcende. E só.


O mundo acaba hoje...
Nem sei quem é esse alguém com que estarei dançando, mas seja quem for, deve ter muita sorte.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Depois da onda pesa, a onda zen.

Hoje eu escutei suas músicas. Na voz de quem as fez e ganhou muito dinheiro com elas. Foi sem querer. Eu não procuro te lembrar frequentemente. Mas as rádios são assim, aleatórias como aqueles dias...
Entrei no primeiro ônibus que eu vi e ele me levou ao lugar que nos conhecemos. Estava vazio, igual a todo o resto. Mas ainda estava do mesmo jeito de antes. É como o cenário ficou; extramente cada coisa no seu lugar, todas as mesas solitárias, todas as janelas fechadas, tudo feito de matéria morta, preenchido de vento e poeira.
Lembro de mim antes e depois daquele setembro. O dia mais feliz da minha vida, dia em que seu olhar ficou me maroteando. Clichê, sim, mas a música que você cantou pra mim foi a mais clichê possível, e como explicar meu encanto por escutar tais palavras manjadas só pelo seu jeito interpretador...?
Lembro até da placa do seu carro... Do número do seu telefone, já apagado do celular a muitos meses...
No dia seguinte você me ligou. Eu estava atravessando a rua e fiquei lá até escutar a buzina estridente de algum carro... -Oi, tudo bem? Lembra de mim? Você esqueceu o presente que eu te dei ontem comigo e eu queria te devolver, é seu.
Esse dia terminou à beira da calçada... Me arrependo amargamente de não ter levado comigo o bombom. Certamente eu teria guardado a embalagem até hoje.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Notas de piano

Estou aproveitando melhor o meu tempo.
Acordando cedo e fazendo o sinal da cruz antes de por o pé para fora da cama.
Estou vendo um céu azul no meio de toda essa tempestade.
Alguém me diz que deixar de fazer algo ruim, não é fazer algo bom.

Estou tentando acompanhar a canção.
Cantando firme e lembrando da tradução enquanto fecho os olhos.
Estou usando um sorriso para me proteger da chuva.
Alguém me diz que jogar é quase ganhar.

Estou vendo sobre os desastres naturais.
Rezando para os filmes fictícios serem só imagens de cinema.
Estou vendo a pobreza no semblante daquela mãe.
Alguém me diz que poucos conseguem ter a esperança que eu tenho.