sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Depois da onda pesa, a onda zen.

Hoje eu escutei suas músicas. Na voz de quem as fez e ganhou muito dinheiro com elas. Foi sem querer. Eu não procuro te lembrar frequentemente. Mas as rádios são assim, aleatórias como aqueles dias...
Entrei no primeiro ônibus que eu vi e ele me levou ao lugar que nos conhecemos. Estava vazio, igual a todo o resto. Mas ainda estava do mesmo jeito de antes. É como o cenário ficou; extramente cada coisa no seu lugar, todas as mesas solitárias, todas as janelas fechadas, tudo feito de matéria morta, preenchido de vento e poeira.
Lembro de mim antes e depois daquele setembro. O dia mais feliz da minha vida, dia em que seu olhar ficou me maroteando. Clichê, sim, mas a música que você cantou pra mim foi a mais clichê possível, e como explicar meu encanto por escutar tais palavras manjadas só pelo seu jeito interpretador...?
Lembro até da placa do seu carro... Do número do seu telefone, já apagado do celular a muitos meses...
No dia seguinte você me ligou. Eu estava atravessando a rua e fiquei lá até escutar a buzina estridente de algum carro... -Oi, tudo bem? Lembra de mim? Você esqueceu o presente que eu te dei ontem comigo e eu queria te devolver, é seu.
Esse dia terminou à beira da calçada... Me arrependo amargamente de não ter levado comigo o bombom. Certamente eu teria guardado a embalagem até hoje.

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