sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Só falta achar.
O cara é boa pinta e tem um bom papo.
É engraçado e toca violão.
Escreve e canta canções sobre uma mulher de verdade.
Ele tem um olhar embriagado sob um óculos intelectual.
Ele almoça com os pais todos os domingos.
Defende os direitos dos animais.
Ele tem um discurso político na ponta da língua.
Faz exercícios periódicos e gosta de crianças...
Tem uma tatuagem, um jabuti e quatro camisas do seu time de futebol.
Usa o perfume certo e convenceria qualquer um de que Bin Laden não morreu.
Ele se impõe de um jeito meigo e ainda me faz cafuné mesmo quando já peguei no sono.
sábado, 21 de janeiro de 2012
TEMPO PERDIDO
Hoje acordei meio Renato Russo... Mais Russo e menos Renato. Mais calmo do que irônico, mais sensível do que agressivo.
Mas ainda ontem foi um dia selvagem. Lembro da cara que fiz no espelho do banheiro; escovar os dentes.
Também houve aquele dia do patins. Corria fazendo "X" no asfalto e depois chorava com um grande sorriso da minha nova história de fim de semana.
Algumas fotos ajudam a recordar, mas nada como as marcas.
Essas realmente são pra sempre.
Tudo no nosso próprio TEMPO, que PERDIDO, faz a gente se encontrar.
Mas ainda ontem foi um dia selvagem. Lembro da cara que fiz no espelho do banheiro; escovar os dentes.
Também houve aquele dia do patins. Corria fazendo "X" no asfalto e depois chorava com um grande sorriso da minha nova história de fim de semana.
Algumas fotos ajudam a recordar, mas nada como as marcas.
Essas realmente são pra sempre.
Tudo no nosso próprio TEMPO, que PERDIDO, faz a gente se encontrar.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Pra quem já nasceu de mãos bem algemadas!
Queria sentar na calçada de uma rua bem fria e movimentada
O herói já salvou. E agora espera o momento para destruir.
A fome acabou. Só os pobremente suficientes morrem dela.
O amor cura. Os doentes que se apegam as lorotas politisentimentalistas.
Um dia sonharei com cachorros defecando em uma grama bem verde.
É que as grades chegam a arder os olhos. Mas quando os fecho, queimam.
Sem chance de se por no lugar de deficientes visuais.
Mas não elegi ninguém!
Eu já nasci preso. E aqui não há bom comportamento, nem recursos que me liberte.
Olhar nos olhos de quem me matou.
Eu iria até o inferno para me sentir vivo.
Aqui é tudo imóvel, estático.
Eu iria até o inferno para me sentir vivo.
Aqui é tudo imóvel, estático.
Minha alma tirou férias de mim, quando nasci.
A paz mundial chegou! Veio naquele corpo apodrecendo.O herói já salvou. E agora espera o momento para destruir.
A fome acabou. Só os pobremente suficientes morrem dela.
O amor cura. Os doentes que se apegam as lorotas politisentimentalistas.
Um dia sonharei com cachorros defecando em uma grama bem verde.
É que as grades chegam a arder os olhos. Mas quando os fecho, queimam.
Sem chance de se por no lugar de deficientes visuais.
Mas não elegi ninguém!
Eu já nasci preso. E aqui não há bom comportamento, nem recursos que me liberte.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O que Elis talvez diria...
Viver vai além de sonhar
O amor deve mesmo ser uma coisa boa.
Mas quem mede o tempo deve saber que ele é inimigo dos que são feitos de carne.
Por isso cuidado: A felicidade não espera mãos estendidas.
Eles tomaram a bola, mesmo sem serem donos.
Para molecar um sorriso às novas estações, sentir na ferida a cura da lembrança.
Já faz tempo que o vento persegue os que tentam desistir dele.
Mal passados, que não veem.
Minha dor é perceber que o certo não está no que ainda iremos fazer.
O certo, pode ter sido um erro antigo.
E apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos.
Marcianos em guerra com a própria terra.
Fingindo virtude em ser mal.
Esperando que o novo sempre venha.
Pois de alguma maneira, ele acaba vindo.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Um ponto, o final.
Somos uma boa música sem direito a replay.
Uma ideia imediata que some enquanto procuro uma caneta.
Um relâmpago que anuncia a chuva e também o fim.
Um espasmo do tempo, um suspiro.
O último.
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