quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fim de junho

Ninguém me avisou.
Você não falou.
Eu fiquei que nem aquela menina observando seu guitarrista de sorriso bobo.

Ele também tem passados.
Ele já amou.
Se prende a outros alguéns.

Você precisa de tempo para ter tempo.
O apartamento vai ficar vazio até domingo.
Mas vou ficar aqui até o fim do contrato comigo mesma.

Repeti playlists.
Meu terapeuta disse para eu voltar a praticar sport, mas só sei arrastar violão.
Descarreguei a raiva gritando um 'bom dia' para o sol que insistia em me aquecer.
Ele não respondeu, como você, prefere o subentendido.

Finjo o que você pensa saber interpretar como real.
Não sei qual parte esta gravada no seu subconsciente, mas no meu, a sua cara boba.
Não que eu esteja fixada, nem perdida.
É só uma ânsia por entender as pessoas.
Mas você é você, tem um pessoal naturalmente individual perante os demais.

Nem os confetes da curimbada que ficou no vestido, nem o gosto da cerveja gelada, nem a garrada de água que me salvou, muito menos a letra de 'Uel'.
Nada teria sua cara, nada seria mais saudavel do que trocar um 'Olá' com a sua boca.

Nenhum comentário: